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Colapso de mina deixa mais de 200 mortos na República Democrática do Congo

Instituto Minere

Uma tragédia no setor mineral na República Democrática do Congo (RDC) chamou a atenção internacional no final de janeiro de 2026. Um grande deslizamento de terra provocou o colapso de várias galerias de uma mina de coltan na região de Rubaya, no leste do país, deixando centenas de vítimas e levantando questionamentos sobre práticas de mineração e segurança.

O Colapso

No dia 28 de janeiro de 2026, fortes chuvas na região de Nord-Kivu, no leste da República Democrática do Congo, provocaram um deslizamento de terra no complexo de minas de Rubaya, área conhecida por suas reservas de coltan – um minério essencial para a produção de tântalo, utilizado em componentes eletrônicos como smartphones, notebooks e outros equipamentos tecnológicos.

A chuva intensa acabou desabando túneis e galerias escavadas de forma rudimentar, onde milhares de trabalhadores atuam de maneira artesanal, sem infraestrutura adequada de apoio, drenagem ou reforço estrutural. Segundo relatos das autoridades locais, mais de 400 pessoas podem ter morrido, a maioria delas trabalhadores artesanais que estavam nos túneis no momento do deslizamento. Muitas vítimas ainda ficaram soterradas sob lama e destroços, dificultando o resgate.

Quem estava no local

As operações em Rubaya são majoritariamente informais e artesanais, com milhares de pessoas trabalhando manualmente em túneis escavados sem grande supervisão técnica ou medidas de segurança industrial. Essa forma de exploração — comum em muitas regiões produtoras de minerais de alto valor — expõe os trabalhadores a riscos elevados de acidentes geológicos, especialmente durante a estação das chuvas.

Impactos e desafios

A tragédia acende um alerta importante sobre segurança na mineração artesanal e de pequena escala (MAPE):

  • Exploração sem infraestrutura adequada aumenta o risco de colapsos e deslizamentos.
  • Falta de regulamentação e fiscalização efetiva contribui para práticas inseguras no campo.
  • Em regiões de conflito ou com presença de grupos armados, essas vulnerabilidades se intensificam, tornando ainda mais difícil implementar padrões seguros de operação.

Além do impacto humano, a mina de Rubaya é um dos principais pontos de extração de coltan no mundo, responsável por uma parte significativa do fornecimento global do minério. Isso também levanta discussões sobre a cadeia de abastecimento de minerais estratégicos, ética das condições de trabalho e a necessidade de rastreabilidade e melhores práticas no setor mineral.

Lições para o setor mineral

O episódio reforça questões já amplamente debatidas por especialistas em mineração:

  • A importância de boas práticas de engenharia e planos de segurança robustos, mesmo em operações de menor escala.
  • A necessidade de políticas públicas e iniciativas que apoiem a transição da mineração artesanal para formas mais organizadas e seguras de exploração.
  • O papel de capacitação e inclusão de trabalhadores em programas que ofereçam treinamento técnico e conhecimento em gestão de riscos geológicos.

Essas medidas, embora desafiadoras, são fundamentais para mitigar tragédias de grandes proporções e proteger vidas no ambiente de mineração em todo o mundo.

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