Em momentos como o atual, marcados por chuvas intensas e riscos elevados, uma verdade se impõe: ESG não é discurso bonito para relatório. É decisão prática antes da chuva cair.
A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), com impactos diretos sobre Minas Gerais e outras regiões estratégicas para a mineração, reforça a necessidade de que empresas adotem uma postura antecipatória, responsável e técnica diante dos riscos climáticos.
Minerar com responsabilidade é antecipar riscos
A mineração responsável começa antes da emergência, na leitura correta dos cenários de risco e na adoção de medidas preventivas. Antecipar riscos climáticos significa proteger vidas humanas, comunidades, territórios, o meio ambiente e o próprio negócio.
Empresas que tratam ESG apenas como narrativa institucional tendem a reagir tarde demais. Já aquelas que incorporam ESG à gestão tomam decisões concretas: suspendem atividades quando necessário, reforçam monitoramentos, revisam planos e se comunicam de forma transparente.
ESG aplicado à gestão de riscos
No contexto das chuvas intensas, o ESG se traduz em ações objetivas:
- – Ambiental (E): controle de drenagem, estabilidade geotécnica, prevenção de erosões e rompimentos
- – Social (S): proteção de trabalhadores e comunidades, comunicação clara e tempestiva, respeito aos protocolos de emergência
- – Governança (G): decisões técnicas acima de pressões produtivas, cumprimento da legislação, rastreabilidade e responsabilidade na gestão
Não se trata apenas de evitar sanções, mas de preservar a licença social para operar e a sustentabilidade do empreendimento no longo prazo.
Chuva não é surpresa. O risco é ignorar.
Os alertas existem. As previsões são públicas. As responsabilidades são conhecidas. Quando o risco é previsível, a omissão deixa de ser falha e passa a ser escolha.
O Instituto Minere reforça: gestão de risco climático é um pilar do ESG real, aquele que protege pessoas, ativos e reputações — antes que o dano aconteça.
