Vale Obtém Licença de Operação para Projeto S11D

por Gustavo Cruz em 01/Dec/2016
Vale Obtém Licença de Operação para Projeto S11D

S11D impulsionará forte crescimento do Norte em projeção para 2017

 A Vale recebeu nessa última sexta-feira, dia 9, a Licença de Operação (LO) para iniciar a exploração no projeto S11D, no Pará, o maior projeto de minério de ferro da história da empresa e da indústria da mineração. A previsão é que o empreendimento entre em operação comercial em janeiro de 2017.

A licença de operação é válida por 10 anos e inclui mina para extração de minério de ferro, usina de beneficiamento, acessos, pilhas de estéril, diques e demais estruturas auxiliares.
A decisão ocorreu após a conclusão, no último dia 30/11, de parecer técnico que apontou não haver óbices à emissão da licença de operação.

A licença estabelece o cumprimento de 16 condicionantes específicas pela empresa.
O projeto S11D não contempla barragens de rejeitos. Segundo o Ibama, o beneficiamento do minério ocorrerá sem a necessidade de adição de água, tornando desnecessário o estabelecimento de barragens de rejeitos. Isso se deve à combinação da qualidade do minério a ser lavrado com a tecnologia de beneficiamento proposta durante a análise de viabilidade ambiental do empreendimento.

A MAIOR MINA DO MUNDO

A mina está localizada em Canaã dos Carajás, no Sudeste do Pará. Está prevista a produção de até 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O empreendimento entrará em operação comercial em janeiro de 2017.

Em comunicado ao mercado, a Vale informou que o conjunto de mina e planta do projeto alcançou 96% de avanço físico em 30 de outubro de 2016 e os testes com carga estão progredindo com sucesso. "O start-up do S11D acontecerá em 2016 com o primeiro embarque comercial em janeiro de 2017", disse a empresa.

Os investimentos totais anunciados são de US$ 14,3 bilhões, sendo US$ 6,4 bi aplicados na implantação da mina e da usina e US$ 7,9 bi referentes à construção de um ramal ferroviário de 101 quilômetros, à expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e à ampliação do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

A estrutura da mina e da usina de processamento de minério de ferro conta com 3 linhas de produção - cada uma com capacidade de processamento de 30 milhões de toneladas/ano.
O empreendimento recebeu o nome S11D em razão da sua localização. Na Serra Norte, está a Mina de Carajás, em operação desde 1985, situada em Parauapebas, município vizinho a Canaã. Para fins geológicos, o S11D é apenas um bloco do corpo que foi dividido em quatro partes: A, B, C e D.

A vida útil da mina está estimada em 48 anos. O potencial mineral do corpo S11 é de 10 bilhões de toneladas de minério de ferro, sendo que só o bloco D possui reservas de 4,24 bilhões de toneladas.

"O minério será lavrado a céu aberto e levado da mina até a usina por meio de um Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD). A usina, os pátios de estocagem e regularização de minério, as pilhas de estéril e canga (minério de ferro com teor mais alto de contaminantes) e a área de manobra e carregamento de trens estão localizados em antigas áreas de pastagem, fora da Floresta Nacional de Carajás (FLONACA), uma unidade de conservação que a Vale ajuda a proteger desde a sua criação, em fevereiro de 1988", informou a Vale.

Gustavo Cruz

Gustavo é Mercadólogo, tem pós-graduação (MBA) em Comunicação e Marketing pelo BI International/Faculdade Arnaldo, bacharelado em Teoria Literária pela Universidade Federal de Ouro Preto e tem formação técnica pelo CEFET MG. Está no mercado desenvolvendo produtos, negócios, comunicação e comércio em ambientes digitais desde 2009, atuando principalmente nos setores de mineração e serviços de consultoria.
Em 2014 fundou o Instituto Minere onde é diretor executivo. É desenvolvedor de novos produtos e empreendimentos, consultor em comunicação, negócios, planejamento empresarial estratégico e de marketing. Especialista em ferramentas de publicidade e comunicação na internet.

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