Bartolomeo, o novo presidente interino da Vale já fez parte do conselho

por Gustavo Cruz em 05/Mar/2019
Bartolomeo, o novo presidente interino da Vale já fez parte do conselho

O sucessor de Fabio Schvartsman no comando da Vale - após ele ter sido afastado temporariamente no sábado - é um executivo com passagem de uma década pela mineradora, já fez parte do conselho e chegou a ser cotado para a presidência da companhia em 2017.

Como presidente interino, Eduardo de Salles Bartolomeo recebeu a missão de restabelecer a normalidade nas operações e recuperar a confiança dos investidores.

A Biografia de Bartolomeo

Bartolomeo se fez como executivo em duas gigantes brasileiras: a Ambev, onde ficou entre 1994 e 2004 e chegou a diretor de operações, e a própria Vale. Na mineradora, foram duas passagens. Na primeira, entre 2004 e 2012, atuou como diretor do Departamento de Operações Logísticas e como diretor executivo. A segunda passagem começou em janeiro de 2018, quando assumiu a diretoria executiva de Metais Básicos e teve passagem também pelo conselho da mineradora.

Bartolomeo estava morando no Canadá, onde, em meados do ano passado, coordenou investimento de US$ 1,7 bilhão em mina de níquel, metal que passa por boom nos mercados internacionais por conta da demanda crescente por baterias de carros elétricos.

Antes de voltar à Vale, o Bartolomeo foi diretor-presidente (de 2013 a 2015) do Brazilian Hospitality Group (BHG), empresa do setor de hotelaria, e diretor-presidente da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), rede de gasodutos vendida pela Petrobras a consórcio liderado pela Brookfield, da qual era consultor. Desde 2016, ele também preside o Conselho de Administração da firma de logística Log-In.

Ele já tem um sucessor

Foi divulgado pela Vale que Bartolomeo será substituído por Mark Travers, que hoje dirige as áreas jurídicas, de relações institucionais e de sustentabilidade de metais básicos na mineradora.

Hoje, antes de qualquer coisa, a pergunta que fica para Bartolomeo ou seja quem for seu sucessor, é se a Vale terá a capacidade de resolver tantos problemas causados pela tragédia de Brumadinho e ainda as questões más resolvidas de Mariana.

Como ficarão os empreendimentos da empresa em Minas Gerais, há algum ainda em risco? Vai descomissionar as barragens a montante, e depois, continuará a operar no estado ou transferirá as demandas para o Pará? É claro que o impacto econômico seria devastador com qualquer baixa de projeto da Vale o estado, mas a sociedade não suporta mais modelos empresariais que não garantam a segurança de seus colaboradores e respeitem o meio ambiente.  

Até os acionistas já devem ter percebido que o modelo gestão que assumiu riscos na operação visando lucro, no final das contas trouxe mesmo foram grandes prejuízos. 

Minas de classe mundial, voltadas para o mercado internacional, devem necessariamente atender a uma série de protocolos de qualidade, segurança, governança, eficiência das operações. Isso sim valoriza o empreendimento e influencia toda cadeia de produção. 

Gustavo Cruz

Gustavo é Mercadólogo, tem pós-graduação (MBA) em Comunicação e Marketing pelo BI International/Faculdade Arnaldo, bacharelado em Teoria Literária pela Universidade Federal de Ouro Preto e tem formação técnica pelo CEFET MG. Está no mercado desenvolvendo produtos, negócios, comunicação e comércio em ambientes digitais desde 2009, atuando principalmente nos setores de mineração e serviços de consultoria.
Em 2014 fundou o Instituto Minere onde é diretor executivo. É desenvolvedor de novos produtos e empreendimentos, consultor em comunicação, negócios, planejamento empresarial estratégico e de marketing. Especialista em ferramentas de publicidade e comunicação na internet.

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